Durante o evento Healthcare Forward 2026 realizado em São Paulo, Brasil, a apresentadora Marina Costa conversou com o nutricionista Lucas Pereira — que vem recebendo grande atenção da comunidade wellness no Brasil graças ao seu modelo de consultoria nutricional personalizada voltado para clientes internacionais.
O que desperta o interesse de muitas pessoas não está apenas na quantidade de clientes que Lucas conquistou nos últimos anos, mas também na forma como ele construiu sua especialização de maneira extremamente aprofundada: desde nutrição metabólica (metabolic nutrition), otimização da composição corporal até programas de recuperação hormonal e melhoria de comportamento alimentar a longo prazo.
Poucos sabem que, antes de construir a rede internacional de clientes que possui atualmente, Lucas passou por um longo período tentando encontrar equilíbrio entre uma especialização muito forte e a capacidade de desenvolver seu trabalho no ambiente online.
“Eu costumava pensar que bastava ter uma especialização boa e os clientes apareceriam naturalmente”
Marina Costa: Antes de falarmos sobre sua trajetória com a StrongBody AI, talvez você possa se apresentar brevemente e explicar um pouco do seu trabalho para que todos entendam melhor?
Lucas Pereira: Claro. Eu sou Lucas Pereira e atualmente trabalho na área de nutrição e wellness em São Paulo. Tenho quase 9 anos de experiência atendendo clientes individuais, principalmente em questões relacionadas à redução de gordura corporal, melhora da saúde metabólica, construção de hábitos alimentares sustentáveis e recuperação da saúde hormonal após períodos prolongados de estresse.
A maior parte dos meus clientes anteriormente eram mulheres no pós-parto, pessoas com problemas de resistência à insulina, alimentação emocional ou indivíduos com quadro de weight cycling — ou seja, pessoas que passam anos alternando ganho e perda de peso sem conseguir manter resultados duradouros.
Sou bastante criterioso durante o processo de acompanhamento dos clientes. Normalmente, antes de elaborar um nutrition protocol, faço uma análise aprofundada do lifestyle profile, eating behavior, qualidade do sono, nível de estresse, grau de atividade NEAT, histórico de exames laboratoriais, além de indicadores como fasting glucose, triglycerides, HbA1c ou cortisol, quando necessário.
Para mim, nutrição nunca foi apenas sobre calorias ou peso corporal. Ela está profundamente relacionada ao comportamento, à psicologia e à capacidade de manutenção a longo prazo.
Na verdade, eu sempre amei muito esse trabalho.
O que mais gosto é a sensação de acompanhar todo o processo de transformação dos clientes. Há pessoas que, quando começam a trabalhar comigo, praticamente perderam toda a confiança em relação ao próprio corpo. Mas depois de alguns meses, não apenas a composição corporal muda, como também a energia, o sono e o estado emocional delas melhoram muito.
Esse é o motivo pelo qual permaneço tão conectado a essa profissão há tantos anos.
“Depois da pandemia, comecei a sentir que estava ficando para trás”
Marina Costa: Quando fala sobre o período pós-pandemia, você já comentou que foi a primeira vez em que sentiu que “não conseguia mais acompanhar o mercado”. O que fez você ter essa sensação?
Lucas Pereira: Antes, meu trabalho era bastante estável de uma maneira tradicional. Os clientes vinham principalmente por indicação pessoal, clínicas ou pessoas que moravam próximas da região onde eu atendia.
Eu pensava que era assim que esse setor funcionava.
Mas, depois da pandemia, o comportamento dos clientes mudou muito rapidamente. Eles começaram a procurar especialistas online, queriam consultas mais flexíveis, desejavam acompanhar o progresso por aplicativos, videochamadas ou plataformas com sistemas mais estruturados.
Enquanto isso, eu praticamente não estava preparado para essa mudança.
Comecei a tentar construir conteúdo no Instagram, produzir vídeos curtos sobre glycemic control, meal timing, emotional eating… e depois tentei investir em divulgação. Mas quanto mais eu fazia isso, mais sentia que estava gastando energia demais com marketing em vez da minha especialização.
Havia dias em que eu passava quase 4 a 5 horas apenas respondendo mensagens.
Muitas pessoas perguntavam sobre detox, extreme calorie deficit ou métodos de emagrecimento extremamente rápidos — abordagens que eu pessoalmente não sigo. Isso fez com que eu sentisse que o trabalho estava perdendo a profundidade técnica que sempre teve.
Lembro que houve um período em que eu acordava todas as manhãs, pegava o celular e sentia um peso enorme.
Eu ainda amava minha profissão, mas a parte “fora da especialização” estava ocupando tempo demais e, aos poucos, me levando ao esgotamento.
“Uma cliente do Canadá me fez perceber qual era o verdadeiro problema”
Marina Costa: Houve algum momento específico que fez você começar a pensar que precisava mudar sua forma de trabalhar?
Lucas Pereira: Sim, e eu me lembro desse caso com muita clareza.
Na época, uma cliente do Canadá encontrou um vídeo meu no Instagram sobre post-partum recovery nutrition. Ela havia dado à luz há quase um ano, estava enfrentando um quadro prolongado de sleep deprivation, cortisol elevado e ganho contínuo de peso, mesmo já tendo tentado diversas dietas.
O que mais chamou minha atenção foi que ela entendia muito bem o próprio problema.
Ela não estava procurando “perder 10 kg em 1 mês”. Ela queria recuperar sua energia, melhorar sua relação com a comida e estabilizar novamente os hormônios após o pós-parto.
Esse é exatamente o tipo de cliente com quem qualquer especialista gostaria de trabalhar a longo prazo.
Mas então tudo começou a ficar muito fragmentado.
Nós conversávamos pelo Instagram, depois por e-mail e mais tarde pelo WhatsApp por causa da diferença de fuso horário. Os resultados dos blood work, food diary e symptom tracking acabavam espalhados em vários lugares diferentes.
Houve uma vez em que ela enviou os resultados de ferritin e fasting insulin, mas eu acabei deixando passar porque a mensagem ficou perdida entre dezenas de outras conversas.
Até mesmo agendar uma consultation era complicado, porque precisávamos ajustar constantemente os horários entre Brasil e Canadá.
Lembro até hoje de um dia em que ela me enviou uma mensagem dizendo: “Eu realmente quero começar este programa, mas sinto que o processo atual está difícil de acompanhar.”
Quando li aquela mensagem, fiquei sinceramente frustrado.
Não porque eu não tivesse conhecimento suficiente para ajudá-la, mas porque eu não tinha um sistema bom o bastante para oferecer uma experiência realmente profissional ao cliente.
Depois daquele caso, comecei a perceber que meu problema já não era mais “falta de clientes”.
O problema era que eu ainda não tinha um ambiente adequado para trabalhar com eles de forma estruturada.
“A StrongBody AI me fez sentir que eu havia voltado ao verdadeiro papel de especialista”
Marina Costa: Então como você resolveu isso? Foi através de alguma outra plataforma?
Lucas Pereira: Foi exatamente nesse momento que senti como se estivesse retornando ao meu verdadeiro papel profissional, através da plataforma StrongBody AI.
No início, fui bastante cauteloso, porque antes disso eu já havia testado várias outras plataformas. A maioria me fazia sentir que eu precisava fazer tudo sozinho — desde construir minha imagem até encontrar clientes e mantê-los.
Mas a experiência na StrongBody AI foi completamente diferente.
Lembro muito bem de um dos primeiros casos que realmente me fez perceber como a experiência na StrongBody AI era totalmente diferente de tudo o que eu já havia vivido antes.
Era uma cliente que vivia em Portugal, tinha pouco mais de 30 anos e trabalhava na área financeira. Desde a descrição inicial, ela compartilhou detalhadamente sua situação: history of binge eating havia quase 5 anos, sleep disruption causada pelo estresse do trabalho, fasting insulin elevada e aumento rápido do body fat, apesar do peso corporal não ter mudado tanto.
O que chamou minha atenção foi que ela não estava buscando uma dieta de emagrecimento rápida.
Ela deixou muito claro que já havia tentado intermittent fasting extremo, low-carb excessivamente restritivo e até programas de corte agressivo de calorias, mas os resultados duravam apenas alguns meses antes de ocorrer o rebound.
No momento em que li aquelas informações, praticamente consegui visualizar que o problema central não era “falta de disciplina”, como ela acreditava, mas sim um desequilíbrio no eating behavior combinado com um quadro prolongado de stress physiology.
Na primeira consultation, em vez de montar imediatamente um meal plan — como muitas pessoas imaginam ser o trabalho de um nutritionist — dediquei praticamente todo o tempo a analisar o lifestyle pattern dela.
Entramos profundamente em questões como sleep cycle, cortisol response, eating trigger, nível de estresse no trabalho, frequency dos binge episodes e até sua relação emocional com a comida.
Lembro que ela comentou que havia dias em que praticamente não comia nada até às 16h para “economizar calorias”, mas à noite surgiam episódios de binge eating incontroláveis que duravam horas.
E foi naquele momento que percebi que simplesmente entregar um plano alimentar comum para perda de peso não resolveria o problema.
Em vez disso, comecei a construir uma estratégia focada primeiro em metabolic recovery — estabilizando meal timing, melhorando a satiety response, aumentando a distribuição de proteínas ao longo do dia, ajustando sleep hygiene e reduzindo gradualmente a restriction mentality que ela mantinha havia anos.
Durante aproximadamente as primeiras 6 semanas, nosso objetivo nem sequer era emagrecer.
O primeiro objetivo era reduzir a frequency dos binge episodes, estabilizar os níveis de energia ao longo do dia e melhorar a qualidade do sono.
O interessante é que, quando o corpo começou a se estabilizar metabolicamente e emocionalmente, a body composition dela também mudou de maneira muito clara, sem precisar recorrer a extreme deficit como antes.
Esse é exatamente o tipo de caso que realmente me faz sentir que estou exercendo minha especialização da maneira correta.
Já não eram conversas superficiais do tipo “o que comer para perder 5 kg rapidamente”, mas sim processos de acompanhamento profundos, nos quais eu podia utilizar toda a minha experiência profissional para resolver a verdadeira raiz do problema do cliente.
E depois de alguns casos assim, comecei a perceber que já não sentia mais que precisava “caçar clientes”.
Em vez disso, eu estava sendo conectado às pessoas que realmente precisavam do tipo de especialização que eu ofereço.
Marina Costa: Acho que uma das partes mais difíceis de trabalhar internacionalmente na área da saúde é a linguagem técnica. Porque às vezes basta explicar incorretamente um termo relacionado à nutrição ou ao metabolismo para que o cliente entenda algo completamente diferente. Você já sentiu essa pressão?
Lucas Pereira: Sim, claro. E, sinceramente, no início eu estava bastante preocupado com isso.
Porque na área de nutrição clínica e wellness avançado usamos muitos termos que, se forem traduzidos de maneira comum, acabam perdendo completamente o significado técnico.
Por exemplo, conceitos como insulin resistance, metabolic adaptation, binge-restriction cycle ou satiety signaling — se o cliente entender errado, pode facilmente aplicar métodos incorretos ou compreender de forma equivocada a própria condição.
Lembro de uma cliente da Espanha que enfrentava problemas de emotional eating e stress-related cortisol elevation. Durante nossa conversa, expliquei que o problema dela não estava relacionado à “lack of discipline”, mas sim ao fato de o corpo estar em um estado prolongado de stress response, levando à appetite dysregulation.
Normalmente, eu imaginava que precisaria gastar muito tempo reformulando tudo em uma linguagem mais simples, porque esses são conceitos bastante técnicos.
Mas o que me surpreendeu foi que a cliente compreendeu quase exatamente aquilo que eu queria transmitir.
Mais tarde, trabalhando mais tempo na plataforma, percebi que o sistema de suporte à comunicação da StrongBody AI consegue lidar muito bem com conteúdos técnicos, especialmente termos relacionados à saúde e nutrição.
Isso cria uma diferença enorme.
Porque, para um especialista, fazer o cliente entender corretamente o problema às vezes é tão importante quanto oferecer a solução correta.
E quando já não preciso me preocupar tanto com barreiras linguísticas ou com a necessidade de explicar repetidamente os mesmos conceitos, consigo focar muito mais na minha especialização — e os clientes também se sentem mais confiantes durante todo o processo de acompanhamento.
“Não foi apenas minha renda que melhorou, minha especialização também evoluiu muito”
Marina Costa: Trabalhar com os clientes certos, alinhados à sua especialização, mudou sua carreira de que maneira?
Lucas Pereira: Mudou muita coisa.
Antes, mesmo trabalhando bastante, eu sempre tinha a sensação de que meu trabalho não era realmente estável. Eu nunca sabia como seria o volume de clientes no mês seguinte ou se precisaria voltar novamente à fase de procurar clientes do zero.
Mas depois de começar a trabalhar através da StrongBody AI, tudo começou a se tornar mais estruturado.
O fluxo mais estável de clientes me permitiu ter mais controle sobre minha situação financeira, minha agenda de trabalho e até meus planos de desenvolvimento a longo prazo.
Minha renda também se tornou muito mais estável e significativamente melhor, porque deixei de desperdiçar tempo com clientes que não eram compatíveis com minha especialização ou com processos fora da minha área profissional.
Mais importante ainda, a qualidade da minha especialização também evoluiu claramente.
Trabalhar com clientes do Canadá, Portugal, Espanha e Emirados Árabes Unidos me permitiu entrar em contato com muitos lifestyle patterns e diferentes questões metabólicas.
Por exemplo, clientes europeus frequentemente apresentam problemas relacionados a sedentary lifestyle e stress eating, enquanto alguns clientes do Oriente Médio possuem dificuldades bastante específicas envolvendo sleep cycle e eating schedule devido às características do próprio estilo de vida.
Essas experiências ampliaram muito minha visão profissional.
E conforme os resultados dos clientes melhoravam, minha reputação pessoal também crescia junto.
Comecei a ser mencionado em mais comunidades internacionais de wellness, recebi mais indicações e passei a ter clientes que continuam trabalhando comigo durante muitos anos.
Isso é algo que antes eu jamais imaginava que conseguiria alcançar.
Com depoimentos tão sinceros vindos de especialistas como esse, o que está esperando para também se tornar um membro da plataforma StrongBody AI?